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Astrologia Horária – Liga dos Campeões 2017

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Neste artigo, pretende-se explorar a metodologia da Astrologia Horária, nos seus significados, verificando até que ponto poderá responder a questões sobre probabilidades de vitória de uma equipa considerada menor, à partida, numa dada competição. Em particular, o caso prático estudado é este: “Será o Benfica o vencedor da Liga dos Campeões 2017?”

Notas prévias ao leitor:

– À semelhança de outros artigos do género este é de estudo e de teste;

– Como se demonstrou em artigos anteriores, muitas das técnicas tradicionais têm um enorme potencial preditivo, outras precisam de ser atualizadas e outras incorporando uma componente probabilística em relação ao livre-arbítrio;

– Por exemplo, demonstrou-se em situações anteriores que os planetas transpessoais podem ser usados como significadores determinantes em certo casos  e que as quadraturas aplicativas a Saturno não significam frustração, mas possibilidade de sucesso (com esforço/ sofrimento)

– Estas validações, que contrariam muitos preconceitos da Astrologia Horária tradicional, são importantes para se atualizar ou compreender certos princípios fundamentais;

– O futebol, em especial, é um ótimo palco para este teste porque tem uma amplitude limitada de resultados finais sendo, nesse sentido, bastante objetivo garantindo uma aprendizagem imediata mediante o erro;

– Para os leitores que fiquem mais exaltados pela exatidão ou pelo erro de algumas análises, recordamos que neste site todos os pareceres que fazemos – estejam corretos (ex: campeão 2015; campeão 2016; legislativas 2015), incorretos (ex: Portugal Euro2016) ou aproximados (ex:presidenciais 2017; Portugal mundial 2014) – ficam publicados e disponíveis (com comentários finais em caso de erro para aprendizagem).

-Caso conheça outros praticantes que façam o mesmo, que mantenham as análises disponíveis independentemente do resultado, por favor, avise-nos para nós aprendermos e aplaudirmos.

– Na verdade, a grande mais-valia da Astrologia não é preditiva mas de ajuda à expansão de consciência, integrando o livre-arbítrio. Este é apenas um exemplo lúdico de um ramo que hoje em dia é considerado marginal na Astrologia, e que quase ninguém pratica (ao contrário da antiguidade, em que esta era a versão mainstream).

– A principal graça deste tipo de exercícios é pela exploração dos símbolos astrológicos, que são de uma grande riqueza aplicados a uma realidade concreta;

– Este exercício não implica que acreditemos numa “máquina do destino”, uma vez que pretendemos fazer estimativas/ probabilidades e não vaticínios fatídicos: existe sempre uma margem de livre-arbítrio nos diversos contextos.

– Por último, desejamos que o exercício o possa divertir – a tese do Cavalo de Tróia (artigo : porquê Astrologia e Futebol) que tínhamos (de que a aplicação da Astrologia a realidades coletivas pode servir para despertar muita gente para esta área) está provada: cada vez mais alunos se inscrevem nos nossos cursos por entenderem a verdade que está por detrás da ciência astrológica, com base nestes artigos mais prosaicos e desportivos. Depois disso, descobrem o seu grande potencial de ajuda ao auto-conhecimento.

benfica-chleague

O MÉTODO

Como referimos noutras ocasiões anteriores, o método de estimativa pela Astrologia Horária é relativamente simples, em teoria. Basta levantar o mapa astrológico do momento em que o astrólogo colocou ou recebeu a pergunta pela primeira vez, identificar os significadores (equipa e sucesso) e verificar se formam um ângulo de contacto, sem interferências de outros.

Na prática, porém, as coisas nem sempre são simples. Em específico, porque nem sempre a escolha dos planetas para representar os significadores é assim tão clara. Por isso, este caso “Será o Benfica vencedor da Liga dos Campeões 2017?” é tão interessante, para explorarmos a diferença entre significadores acidentais e naturais.

Por exemplo, o significador acidental de um troféu/ vitória / sucesso será o regente da Casa 10 e astros lá posicionados. Porque representa isso mesmo. Mas o significador natural poderá ser o Sol, astro associado à glória e êxito. Particularmente, se o troféu é redondo e de ouro (como é o caso da Taça/ Copa do Mundo). Assim se estes não coincidem, qual escolhemos?

Outro exemplo, se pergunto “a equipa do meu país -o Benfica”, o significador acidental será o regente da Casa 1, significador do Eu e da equipa pela qual estou a favor. Mas se houver um astro fogoso (vermelho) como Marte ou o Sol, num signo ou estrela associada mitologicamente à Águia esse poderá ser o significador natural do Benfica (uma vez que são estes os seus símbolos). Então, qual escolher?

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A corrente mais comum – como seguida por John Frawley – tende a escolher sempre ou quase sempre o significador acidental. Ainda que com ressalvas, se o outro símbolo for muito evidente.

Na prática, o conhecimento do contexto poderá ajudar a esclarecer a questão. Por exemplo, um bicampeão pode ser representado por um astro num signo duplo ou mutável (Peixes, Virgem, Gémeos ou Sagitário). Se a sua cor for Azul, então um astro em Peixes (água) pode ser adequado.

A outra questão prende-se com a natureza do ângulo ou ligação entre os astros. Por norma clássica, os aspetos menores (como a semi-quadratura e o quincúncio) não são usados em Horária. Porém, pessoalmente, a prática tem demonstrado que nem sempre é assim, quando existe afinidade/ recepção entre os respetivos planetas.

Existe também alguma discrepância nas fontes quanto à “perfeição/ obtenção” de determinado resultado conforme o ângulo. Por exemplo, alguns autores dizem que uma quadratura a Saturno é sempre um indicador de insucesso outros dizem que depende das Casas, das circunstâncias e dos signos. Em especial, o ângulo de conjunção – em muitos casos – é considerado o mais relevante, sobrepondo-se a outros ângulos que entretanto aconteçam entre os principais significadores.

Posto isto, vejamos o caso em questão.

CONTEXTO

A questão foi colocada a 14 Julho de 2016 pelas 9h50, em Lisboa: “Será a equipa do meu país, o Benfica, o vencedor da Liga dos Campeões de futebol, época 2016-2017?”

É importante ter noção que à data da publicação deste artigo (fim de Outubro de 2016) nos sites de apostas as probabilidades de vitória final das águias oscilavam entre 1/200 e 1/100. Ou seja, entre 1% ou 0,5 %. O que na prática significa acharem que é virtualmente IMPOSSÍVEL que o Benfica ganhe a prova.

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Esta estimativa dos especialistas fará sentido uma vez que o Benfica começou muito mal a fase de grupos com um empate em casa e uma derrota por 4-0 contra uma das equipas menos favoritas. Portanto, nada indicaria que pudesse fazer uma boa prova, de facto. Com apenas 3 jornadas, está num modesto 3º lugar.

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O método horário não será provavelmente o melhor para estes casos, uma vez que tende a sobrestimar as probabilidades da equipa em causa. Isto porque – em média – como são 7 astros principais, existe cerca de 1/6 de probabilidades de demonstrar potencial de sucesso (se não houvesse aquilo que chamamos a “lei da sincronicidade” que, segundo a teoria astrológica, impediria este facto).

Para atribuir os significadores, convém ter presente a realidade histórica da situação. O Benfica foi 2 vezes campeão europeu (em 1961 e 1962) , sendo a última vez há 54 anos. Para além disso, foi a mais 5 finais (1963, 1965, 1968, 1988, 1990)

A competição neste formato, como Liga dos Campeões começou em 1992, ou seja, há 24 anos. Mas o seu histórico como Taça dos Clubes Campeões Europeus teve início em 1955, isto é, há 61 anos.

A competição este ano começou em Junho de 2016 e terminará no a 3 de Junho de 2017 (no País de Gales). O Benfica qualificou-se para a prova ao sagrar-se campeão português a 15 de Maio de 2016. Todos estes dados são importantes para poder interpretar o mapa com alguma consistência.

O MAPA

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No respetivo mapa horário, o significador principal do Benfica será Mercúrio porque:

– A Casa 1 (significadora da equipa por quem se torce) abre em Virgem, regida por este astro;

– Esta casa está  2º37′, o que parece fazer sentido com o facto de ser um bicampeão na prova em busca de um 3º título;

– É um signo duplo, adequado a uma equipa que já ganhou duas vezes o troféu;

– É um signo e um planeta humildes, perfeitamente adequados para representar uma equipa considerada menor no contexto da competição, quase um outsider;

– Mercúrio é um astro que na mitologia tinha Asas nos pés, sendo um mensageiro alado, o que também parece apropriado para representar um clube cujo emblema é uma ave/ águia (asas)

ROMAN GOD MERCURY

– Está em Leão – Fogo – o que também confere com a cor vermelha do clube,  ser um campeão nacional e ser uma ave “real”;

– Também fará sentido a sua posição oposta à estrela Altair, da constelação da Águia, estando indiretamente ligada a esta constelação.

O significador auxiliar do Benfica será a Lua porque:

– é normalmente o regente secundário do assunto/ pessoa / entidade questionados;

– rege também o desenrolar dos acontecimentos;

– está no signo do Escorpião, também com ligação à Fénix / Águia

– está na Casa 3 sendo apropriado ao clube que mais vende jornais em Portugal, e que mais atenção mediática desperta

– mais corretamente poderá representar a “massa associativa” do Benfica uma vez que a Lua está associada ao povo.

O significador principal do troféu de vencedor da Liga dos Campeões poderá ser Vénus porque:

– é o regente da Casa 10 que abre em Touro;

– é um planeta de ornamentos / jóias/ recompensas;

– está no signo do Leão, indicado para um troféu com brilho e associado ao desporto;

– o seu antíscia (ponto espelho) está conjunto ao Meio-do-Céu;

Porém, outro astro poderá também ser significador secundário ou o único do troféu, Marte, porque:

– é o único domiciliado (em Escorpião)

– é o astro das competições desportivas

– governa as casas 9 (estrangeiro) e 4 (passado)

– está a 24º26 , o principal argumento para ser levado em consideração já que a competição com este nome começou há 24 anos e porque há 54 graus/ anos saiu do território de Virgem (Benfica).

Portanto, temos aqui dois possíveis representantes do objetivo / vitória final o que nos pode dificultar a análise.

Quanto aos restantes astros, parece-me que o Sol representará os principais favoritos porque:

– governa naturalmente os Reis e favoritos;

– é o astro mais alto (ou seja, o mais considerado nas apostas)

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– está no signo de Caranguejo/ Cancer, adequado para equipas com grande passado na competição (como Barcelona, Real Madrid, Bayern,etc)

Quanto a Júpiter, poderá representar os adversários diretos do Benfica, ainda que com maiores indicadores nas apostas, já que:

– é o regente da Casa 7, dos adversários;

-é um planeta mais nobre / afortunado.

Por último, Saturno poderá representar outras equipas menores, por ser um astro de “chumbo” e num ponto baixo do mapa (pouca evidência nas apostas).

Os astros transpessoais, neste mapa, não parecem relevantes (nenhum dos significadores principais se aplica a algum deles)

O DIAGNÓSTICO

No geral, o diagnóstico parece muito simpático para o Benfica. Ainda que o método tenda a sobrestimar as probabilidades da “nossa” equipa, é sugerido um valor muito superior ao sinalizado pelos apostadores, colocando-o ao nível dos principais candidatos à vitória final.

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Os argumentos a favor são:

– Aplicação de Mercúrio (principal significador do Benfica) por conjunção a Vénus (indicador do sucesso), sem impedimentos a menos de 5 graus.

– Posição de Júpiter, regente dos adversários, ao serviço de Mercúrio porque em Virgem e na Casa 1;

– Aplicação da Lua (significador secundário do Benfica – e representante possível da massa associativa) por conjunção a 7 graus com Marte, possível significador secundário ou principal da Liga dos Campeões.

– Primeira aplicação da Lua por trígono a Júpiter (benéfico)

– Cabeça do Dragrão, na Casa 1.

Os argumentos desfavoráveis são:

– a posição menos forte de Mercúrio, à entrada da Casa 12 (dos bastidores);

– a aplicação de Vénus a uma semiquadratura com Júpiter (antes da conjunção com Mercúrio)

– a aplicação da Lua a dois astros (sextil a Júpiter e trígono ao Sol) antes de chegar a Marte;

– poder haver apenas um significador do troféu, Marte;

– a perfeição acontecer em 5 graus ou 7 graus (menos compatível com os 10 1/2 meses que distam entre a pergunta e a final).

Em relação aos primeiros argumentos desfavoráveis (aspetos) como em Astrologia Horária a conjunção é o mais importante dos aspetos  – segundo a principais regras – não serão suficientes para invalidar os argumentos favoráveis.

Para além disso, o Sol (reis) estão ao serviço da Lua e não há reçepção/ translação de luz entre Júpiter e Marte através da Lua – por não haver grande afinidade entre os signos da Lua e Júpiter.

Portanto, ainda assim o argumento mais forte contra será não haver métrica suficiente para validar o número de meses necessários até à final.

 Porém, a outra forma de ver este argumento é que se até meio de Dezembro de 2016 (5 meses após a pergunta) e meio de Fevereiro de 2017 (7 meses após a pergunta), que corresponde ao fim da fase de grupos, o Benfica se qualificar com excelentes exibições – então deverá ser colocado com o mesmo nível de favoritismo das 3 melhores equipas.

Em geral, o mapa também sugere que o Benfica está a começar um novo ciclo (grau 1 de Leão) na Liga dos Campeões, saindo da sombra dos favoritos (Sol) e que essa trajetória crescente parece acentuar-se nos próximos anos (aproximação a Vénus), seja por bom desempenho nesta prova ou mesmo na Liga Europa se para aí for relegado.

CONCLUSÃO:

Embora este método tenda a sobrestimar as hipóteses do nosso candidato , ainda assim, aponta para a possibilidade de o Benfica poder fazer uma excelente prova, melhor do que em anos anteriores, podendo mesmo chegar à final e vencê-la.

horos

Para isso, contudo, terá de passar a fase de grupos com excelentes jogos/ domínio e viver as qualidades de Virgem (Ascendente) e Leão (signo de Mercúrio), isto é, ser muito organizado em termos tácticos, humilde, tecnicista, confiante, alegre, otimista. E trabalhar muito.

Seja qual for o resultado no fim da prova, estaremos aqui para comentar o caso, corrigir o que for necessário, uma vez que objetivo principal é aprender, aperfeiçoar técnicas e acumular casos de estudo para um futuro livro dedicado à Astrologia do futebol.

Para além da métrica, a principal reserva nesta análise tem a ver com ser um pouco dúbio escolher dois planetas para a vitória / troféu (Marte e Vénus) – e apesar das conjunções – não ser o primeiro aspeto da Lua que é formado com um destes astros.

Outra questão da qual poderemos tirar dúvidas: será que os aspetos menores (semiquadratura) a um planeta angular (Júpiter a Vénus) poderão sobrepor-se a uma conjunção cadente (Vénus a Mercúrio)?

E será que o significador acidental (Vénus) é mais relevante que o significador natural (Marte)?

Que vença o melhor, e que Portugal consiga manter e ampliar a onda positiva de sucessos mundiais nos últimos tempos.

Um abraço,

João Medeiros

Lisboa, 1 de Novembro 2016

 

Análise após o resultado (eliminação do Benfica nos oitavos de final, no  início de Março):

Ficou comprovado, neste caso, que:

  • os significadores acidentais podem ser mais determinantes do que os essenciais (a aplicação do regente da 10 – sucesso – ao regente da 1 – equipa preferida, por conjunção, não foi suficiente para garantir vitória final)
  • o contexto, as dignidades acidentais e os tempos são muito significativos, quando se trata de um caso com probabilidade muito reduzida à partida e, nesta situação, Vénus representava o objetivo de passagem da fase de grupos porque : está numa casa menor e cadente (a casa 12); faz conjunção com Mercúrio após este andar 5 graus, ou seja, 5 meses – a que corresponde Dezembro de 2016 (fim da fase de grupos)
  • a conjunção aplicativa da Lua, por estar lenta, a um maléfico (Marte) correspondendo a Fevereiro/ Março de 2016 significaria, com mais probabilidade, o fim da caminhada ou o obstáculo mais difícil

Por outras palavras, este exercício de Long Shot em Astrologia Horária – análise de um cenário de competição com 32 equipas, com um mapa horário levantado para 2 meses antes do início da competição, para o vislumbre do momento final cerca de 10 meses depois – para as probabilidades de uma equipa menor – era extremamente exigente.

Assim, o diagnóstico correto com este mapa horário seria: enorme probabilidade de ganhar o prémio de passagem da fase de grupos (em Novembro / Dezembro), com quase 90 % de probabilidade; e maior obstáculo a seguir, nos oitavos de final. Mais do que isto, com tanta antecedência, dificilmente a Astrologia Horária nos poderia ajudar mais.

A posição de Marte, numa casa sucedente, também não o classificaria totalmente como candidato à final.

Resta dizer que para um clube à escala do Benfica, na Europa, a passagem à fase de grupos é considerada um sucesso. Ou seja, boa campanha embora não excelente.

Para ser considerada excelente, o significador do sucesso teria que estar mais bem colocado, sobretudo por casa (angular); e a métrica teria que ser outra mais compatível com os 10 meses de chegada à final.

Mas como o contexto é relevante, se o mesmo mapa fosse interpretado para a pergunta – O Benfica ganha o campeonato? – teríamos que ler de forma diferente uma vez que as probabilidades seriam maiores, sendo um dos 3 favoritos à partida. O mesmo se aplica caso a equipa questionada fosse um dos crónicos favoritos como o Real Madrid.

De todo o modo, não deixa de ser incrível constatar como – mesmo com a ambição inerente ao exercício – estavam codificadas probabilidades reais. Estes exercícios são estudos e exemplos muito importantes de como temos que adequar os princípios da Astrologia Tradicional ao contexto.

Os métodos mais eficazes serão, então, os que questionam (em termos horários) a passagem a cada eliminatória uma vez que aí temos só duas equipas em jogo – e perguntamos mais em cima do momento, com melhor atualização das probabilidades e com um campo mais reduzido de análise, com poucas variáveis.

Que ganhe o melhor!

JM – 10 Março 2017

 

 

 

 

 

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