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O Caso Maddie – Visão Astrológica

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Neste artigo, abordamos o famoso desaparecimento de Madeleine Mc Cann com ajuda da Astrologia Horária, verificando de que forma esta disciplina antiga poderá ajudar a responder a questões sobre pessoas perdidas. Tipicamente, as perguntas são: “Onde está a pessoa? Estará viva ou morta? O que lhe aconteceu?”

Infelizmente, todos os dias desaparecem crianças no mundo. Mas o caso Maddie tornou-se o mais mediático de todos os tempos, suscitando a atenção das mais altas autoridades, sem conclusões significativas.

Assim, cerca de 8 anos depois, todas as hipóteses são dadas como possíveis e são mais as perguntas do que respostas.

Por conseguinte, é interessante tentar perceber até que ponto a Astrologia poderá contribuir para investigações deste tipo, como instrumento auxiliar de pesquisa.

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Em países como a Inglaterra, já foi registado pelo menos um caso oficial de uma pessoa desaparecida cujo paradeiro foi encontrado com ajuda da Astrologia Horária (na ocasião, por William Frankland, em 1926). Outros casos não oficiais já se seguiram na época moderna, com consulta a astrólogos tradicionais como John Frawley, Susan Ward ou Deborah Houlding, entre outros.

Resta dizer, antes de iniciar a interpretação, que não se pretende com este artigo encontrar culpados ou chegar a uma conclusão absoluta.

Pretende-se sobretudo treinar a análise a um tema para o qual temos ainda pouca experiência, estimular o interesse de estudantes nesta visão da Astrologia e alertar interessados para a aplicação da mesma neste âmbito: a localização de pessoas desaparecidas.

Já foram dadas tantas opiniões e usados tantos métodos para se conseguir decifrar este caso que a Astrologia tem todo o direito à sua visão também, em especial, se conseguir dar pistas com argumentos consistentes, dentro da sua própria lógica simbólica.

Avançamos para a interpretação estando desde o início genuinamente abertos a todas as hipóteses possíveis. Reconhecemos também que é um tema muito delicado, para o qual temos o maior respeito e colocamos a melhor intenção.

CONTEXTO:

O contexto do desaparecimento da criança é tão conhecido que dispensa detalhes. Por isso, anotemos apenas os dados essenciais.

A 3 de Maio de 2007, quinta-feira à noite, no condomínio turístico Ocean’s Club, na Praia da Luz, perto de Lagos –Portugal, a criança Madeleine Mc Cann é dada como desaparecida pelo seus pais Gerry e Kate Mc Cann, casal de médicos ingleses.

A criança dormia com os seus irmãos gémeos, mais novos, enquanto os pais jantavam a cerca de 100 metros como os seus amigos (grupo que ficou conhecido como Tapas Seven). Cerca das 10h da noite foi soado o alarme e chamada a polícia.

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Alguns dados importantes conhecidos (de nascimento):

– Madeleine – nascida a 12 de Maio de 2003 – hora oficial desconhecida – prestes a completar 4 anos no momento do desaparecimento;

– Gerry Mc Cann – nascido a 5 Junho 1968 às 7h45, Glasgow / Escócia – dados oficiais da certidão de nascimento (astrodatabank – rodden rating AA)

– Kate Mc Cann – nascida a 5 de Março de 1968 – dados não oficiais

Nos primeiros meses da investigação, foi assumida como mais provável a tese de sequestro. Em Setembro de 2007, os pais foram considerados suspeitos e a tese de acidente e ocultação de cadáver considerada a mais adequada.

Nada se provou e o caso foi encerrado, com mau estar entre as diversas autoridades (portuguesas e inglesas) e diversas indemnizações atribuídas tanto ao casal como a outros suspeitos, por danos morais.

Foi criada uma fundação para procurar Maddie e ainda hoje são prometidas recompensas avultadas para quem ajude na sua descoberta, neste autêntico caso digno de um conto de Sherlock Holmes, não fosse uma tragédia bem real. As investigações oficiais foram reabertas e ainda prosseguem, com despesas elevadas para o Estado britânico, em particular.

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MÉTODO ASTROLÓGICO:

 Para este tema podem utilizar-se os seguintes mapas astrológicos:

– mapa do momento da pergunta colocada ao astrólogo ou pelo astrólogo – “Onde está a criança?” – e calculada para o local onde ele está;

– mapa do desaparecimento da pessoa: considera-se o momento da última vez que foi vista com vida, ou última vez que deu notícias a alguém, ou quando é reportado oficialmente o seu desaparecimento, para o local do mesmo. Este é chamado mapa de evento.

Os mapas requerem abordagens um pouco diferentes mas complementares. Avancemos primeiro com a pergunta horária clássica, cuja hora é menos discutível tendo, por conseguinte, uma resposta mais clara.

PERGUNTA HORÁRIA – ONDE ESTÁ MADDIE?:

 Nem sempre as perguntas horárias são claras ou interpretáveis. Contudo, caso haja real intenção do astrólogo e caso o mapa da pergunta revele bastante radicalidade (adequação ao contexto e verificação de sincronicidades) estão reunidas condições para um diagnóstico.

 Por um grande “acaso”, sem o saber previamente, a pergunta foi espontaneamente colocada pelo astrólogo no exato dia de aniversário de nascimento de Maddie – 12 de Maio de 2015 – na sequência de um artigo sobre objetos perdidos que tinha acabado de publicar.

A probabilidade deste facto (pergunta colocada no exato dia de aniversário da pessoa) ser uma mera “coincidência” é de 0, 3 %.

 E, por isso, desde logo o mapa nasce com uma radicalidade acentuada pedindo para ser interpretado (é o mesmo que dizer que o inconsciente coletivo dos sábios que estudaram Astrologia se dispõe a mostrar os códigos/ símbolos da situação e da resposta).

A regra de Astrologia Horária mais aceite para casos deste tipo é que o planeta regente da Casa 1 e a Lua representam a pessoa desaparecida (alguns autores, embora em minoria, preferem o regente da Casa 7).

Consoante os aspetos separativos, a posição por casa e signo dos significadores, verificamos as possíveis localizações, estado e facilidade de descoberta da pessoa desaparecida (ou do seu corpo).

Se o significador principal estiver em Casas Angulares (ou em aspeto a astros em Casas Angulares) – a pessoa está próxima e/ou facilmente descoberta; em Casas Sucedentes- proximidade média; Casas Cadentes – a pessoa está longe e/ ou dificilmente descoberta.

As zonas próximas do Ascendente apontam para Leste; do Descendente, para Oeste; do Meio-do-Céu, para Sul; do Fundo-do-Céu, para Norte.

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Mapa Horário – Onde está Maddie McCann –

Pergunta realizada a 12 Maio 2015, às 10h10m10s, em Lisboa (Sistema Placidus)

Neste mapa, então, o principal significador de Maddie é o regente do Ascendente Caranguejo/ Câncer: a Lua.

Este astro é “coincidentemente” também o significador universal de pessoas desaparecidas e o significador específico de crianças com menos de 4 anos, segundo a tradição astrológica. A Lua está a 3º 47’ do Signo Peixes, conjunto à Estrela real Fumalhaut, “a Boca do Peixe”, no início da Casa 9.

O último aspeto separativo é uma quadratura com Saturno, na Casa 5, em Sagitário e retrógrado, no grau 2º25’. Saturno é regente das Casas 7 (os outros) e da Casa 8 (a Morte).

A associação da Lua a Maddie está confirmada de forma quádrupla porque além de ser uma criança estrangeira (Casa 9) que foi deixada sozinha (Peixes) tem uma marca na íris do olho direito, tradicionalmente associado à Lua (nas mulheres), no caso, em quadratura não só a Saturno como a Marte (corte ou mancha preta no olho). O próprio grau da Lua também espelha a idade de Maddie na altura do desaparecimento (quase 4 graus equivalente a quase 4 anos).

LuaMaddie

Apenas com estes argumentos, podemos deduzir o seguinte cenário como mais provável, segundo a metodologia horária:

– Maddie estará morta, em princípio, uma vez que o último aspeto separativo da Lua é com Saturno, significador universal e particular (neste caso) da morte (regente da Casa 8);

– A causa da morte (Saturno) estará de algum modo associada a diversão, sexualidade ou brincadeira, já que Saturno está na Casa 5 radical; haverá também dualidade na situação como duas diversões em paralelo (dos adultos e das crianças) ou duas pessoas envolvidas (signo duplo – Sagitário – e no grau 2), uma repetição de cenários e arrependimentos (retrógrado).

– Com forte probabilidade, não terá completado 4 anos de vida, tendo falecido no próprio dia do desaparecimento ou pouco tempo depois, uma vez que a Lua não completa os 4 graus (simbolicamente equivalente a 4 anos);

– Caso tenha ultrapassado essa idade, dificilmente teria vivido mais de 1 ano e meio (pois a distância para um aspeto exato com Saturno/ morte é de 1 grau e 18 minutos, simbolicamente equivalente a 1 ano e 4 meses)

 – O corpo de Maddie estará perto da água (por exemplo, rio, porto ou piscina) e mais provavelmente no mar, em específico ao largo da costa atlântica a sul de Portugal, já que para além de estar em Peixes (representante do Mar), a Lua está no início da 9, associada ao Sul, ligeiramente inclinado para Oeste, a partir de Lisboa (local da pergunta).

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Mapa da Direção Astrocartográfica da Lua, através do Mapa Horário

– A hipótese de depósito do corpo no mar é reforçada: pela presença da estrela Canopus (a 15º08’ de Caranguejo) a um grau do Ascendente associada a embarcações (a quilha do Navio dos Argonautas – Argo Navis); pela conjunção da Lua com a estrela Boca do Peixe (literalmente interpretável com estando o corpo a ser tocado/digerido pelos peixes); e pela conjunção da mesma ao próprio Neptuno (Deus dos Mares).

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Canopus3

Por todas estas razões, e embora a Lua se dirija a um trígono com Vénus, o corpo é dificilmente recuperável, já que está numa Casa Cadente, o caso típico de algo que é muito dificilmente encontrado.

Poderíamos ficar por aqui, uma vez que as respostas principais estão dadas. Contudo, por razões de rigor e de estudo tentemos aprofundar a interpretação e verificar se é possível deduzirmos mais informações com este mapa horário ou com o mapa do evento.

O MAPA DO DESAPARECIMENTO

Como referido anteriormente, a mesma questão poderá ser analisada com recurso ao mapa simbólico do desaparecimento, para a noite de 3 de Maio de 2007.

Porém, aqui surgem bastantes mais dúvidas já que temos diversas hipóteses para o seu cálculo, de acordo com os dados indicados pelas testemunhas:

19h – O casal e filhos recolhem-se para o apartamento após tarde passada na piscina; última vez que crianças são vistas com vida por pessoas além dos pais.

20h30 – Pais deitam os filhos e saem para jantar com os amigos (hora habitual a que desciam para jantar sempre).

20h45 – Todos os amigos estão reunidos ao jantar, perto da piscina.

21h05  – Amigo Matt Oldfield verifica os estores fechados de todos os apartamentos .

 21h15 – O pai Gerry Mc Cann verifica que os filhos dormem.

21h20 – Amiga Jane Tanner avista um desconhecido com uma criança ao colo perto dos apartamentos.

21h30 – Amigo Matt passa também pelo quarto para verificar que dormem (não vê Maddie).

21h55/ 22h00 – A mãe Kate constata o desaparecimento de Maddie.

22h10 – A polícia é avisada telefonicamente do crime.

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Diversos Mapas Possíveis –

para a hora do desaparecimento de Maddie McCann

Estes dados são algo duvidosos uma vez que não temos a certeza que os pais sejam inocentes, pelo que as horas que indicam não são necessariamente reveladoras do que aconteceu efetivamente.

A noite de quinta-feira é designada por noite da Lua, na Astrologia tradicional (daí o mito popular sobre o aparecimento do Lobisomem, na Lua cheia de quinta para sexta-feira). Considera-se então que é esta a noite da semana onde a Lua está mais forte, em particular, quanto mais luz tiver.

 Na noite anterior ao desaparecimento ocorreu uma Lua Cheia em Escorpião, a 11º36 (o grau 12). Na noite do crime, e nessas horas a Lua estava ainda bem luminosa e vazia de curso, no fim de Escorpião, a 28 º 30’ conjunta à estrela Toliman (Rigel Centauro), associada a prestígio, beneficência e amizades (embora também a envenenamentos).

As diversas horas indicadas correspondem a momentos astrológicos interessantes: a saída para jantar – pôr-do-Sol (início da noite da Lua); suposta verificação pelo amigo (nascer da Lua no horizonte); constatação da mãe (Urano no Fundo-do-Céu e Ascendente conjunto ao Saturno da pergunta horária); comunicação à polícia, com Marte no Fundo-do-Céu.

Embora sejam mapas muito semelhantes, o mapa das 20h30 e o das 21h30 parecem-me os mais fortes candidatos a representantes do mapa do evento (ambos com Ascendente Escorpião).

Todavia, dos dois, o que tem importância maior (uma vez que foi constatado por testemunhas que viram os pais no restaurante com mesa reservada para essa hora) é o mapa do cair da noite. Simbolicamente, este cair da noite também significa o desaparecimento da luz, da pessoa ou da sua visibilidade. É o mapa simbólico da fatídica “noite”.

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Mapa de Evento – Desaparecimento Maddie McCann –

 3 Maio 2007, às 20h30, em Lagos(Sistema Placidus)

Ao contrário do mapa da pergunta horária (no qual vemos os aspetos passados para perceber o que aconteceu para trás), no mapa do evento preocupamo-nos mais com os aspetos que se vão formar (o que aconteceu após a pessoa ser vista pela última vez).

Maddie é representada no mapa do evento pela Lua (significadora natural do desaparecido) e pelo regente do Ascendente que é Marte. Como terceiro significador, Vénus é candidato uma vez que está em Gémeos (a menina que foi deixada com os irmãos gémeos).

Existem vários argumentos menores para sinalizar a sua morte e um indicador astrológico maior.

Os indicadores menores, embora importantes, são:

– Lua no fim de Escorpião, vazia de curso, no signo da sua Queda e também da morte;

– Saturno, significador universal de morte, em quadratura ao Ascendente;

– Mercúrio, significador local de morte (regente da Casa 8), em oposição ao Ascendente e combusto pelo Sol (morte ocultada);

– Vénus, significador da menina com os gémeos, na Casa 8 (da morte);

– Marte, significador principal da desaparecida, no signo de Peixes no fim da Casa 4 (que segundo Lilly, em casos de desaparecimentos, é indicador de ter chegado ao seu fim)

MaddieMartePeixes

Mas, em meu entender, o argumento definitivo (e que é válido para as várias horas com Ascendente Escorpião) é o próximo aspeto aplicativo de Marte (o próximo planeta que toca) que é um sextil a Mercúrio, o regente da Casa 8 (os aspetos da Lua, para este efeito, são secundários e não proibitivos, excetuando se fizesse uma conjunção a Marte).

Esse aspeto é formado a 25º00 de Peixes/ Touro (em exílios mútuos) cerca de 5 dias e 6 horas após o desaparecimento (nesse mesmo dia, o Sol fez também quadratura a Saturno).

Este facto é algo intrigante porque é mais sugestivo de morte não imediata mas em 11/12 unidades de tempo (número de graus que o astro mais rápido percorre) a 5 ½ unidades de tempo (número de dias que passaram até aos aspetos acontecerem) após o desaparecimento. Ou seja, 5 a 12 anos; 5 a 12 meses; 5 a 12 semanas; 5 a 12 dias; 5 a 12 minutos depois, abrindo alguma possibilidade de não ter havido morte da criança no momento, mas posterior.

Segundo este mapa, o local do corpo é representado por Marte em Peixes no fim da Casa 4. Este indicador aponta-nos para a direção norte (Casa 4 e Água), com inclinação oeste (a cair para a 5), a partir da praia da Luz e perto de um sítio com Água – seja rio, lago, piscina, ou mar.

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Mapa da Direção Astrocartográfica de Marte, do Mapa do Desaparecimento

Em suma, a abordagem interpretativa baseada no evento também sugere:

– falecimento da criança, embora não necessariamente no próprio dia;

– localização do corpo perto da água ou na água, na direção Noroeste a partir do local do desaparecimento.

A causa da morte poderá estar associado a algo que ingeriu, já que Mercúrio está em Touro. Porém, esta última informação já é mais discutível.

 CRUZANDO AS DUAS ABORDAGENS

É interessante agora cruzar as duas abordagens e verificar em que ponto coincidem ou não. Na realidade, podiam não coincidir em nada. O que se passa, porém, é que as coincidências são significativas, desafiando totalmente a probabilidade de acaso.

Pontos mais claros de semelhança:

– em ambos, todos os significadores de Maddie estão em signos de Água (Lua e Vénus na horária; Marte e Lua no evento) o que reforça o argumento de estar na água ou perto de água.

– em ambos, o significador principal de Maddie, regente de Ascendente, está em Peixes (Lua na horária; Marte no evento)

– em ambos, os argumentos indicam morte, por aspeto do regente de Ascendente ao regente da Casa 8 (aplicativo no mapa do desaparecimento; separativo no mapa horário, 8 anos depois);

– a sobreposição de ambas as direções (sul-Sudoeste de Lisboa; noroeste de Lagos) coincide na costa atlântica / vicentina, local onde pode estar depositado o corpo;

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Cruzamento das linhas astrocartográficas

da Lua do Mapa Horário com Marte do Mapa do Desaparecimento

– o principal significador em Peixes, signo Mutável ou Bicorpóreo, sugere que o corpo pode estar dentro de alguma coisa (por exemplo, de um saco).

– em ambos os mapas, é sugerido que a morte (regente da Casa 8) envolve duas pessoas (para além da vítima) – no mapa do evento, Mercúrio, está na Casa 7 e no mapa horário, Saturno é também regente da Casa 7 e está num signo duplo.

Pontos de concordância relativa: enquanto no mapa horário temos a sugestão de Maddie não ter completado 4 anos de vida (uma vez que está a Lua está quase 4 graus de Peixes) ou ter vivido apenas mais 16 meses, no mapa do evento, a sugestão é de poder ter vivido aproximadamente de 5 semanas a 12 meses (nem que fosse simbolicamente, por exemplo, pelo facto de não ter ficado o seu corpo num sítio definitivo ou fixo).

A causa de morte também não é absolutamente igual nas duas abordagens, sendo que a primeira sugere mais causas de diversão (Casa 5 e Sagitário) e o mapa do evento causas de digestão (Touro).

Pelo mapa do evento, a localização do corpo seria mais fácil de detetar, já que Marte está numa casa angular. Porém, não é de estranhar que no mapa horário – levantado anos depois – que a indicação de possibilidade de descoberta da menina seja menor.

As coordenadas correspondentes ao cruzamento das duas linhas astrocartográficas são aproximadamente 37º55′ Latitude Norte e 9º45 de Longitude Oeste sendo este um diagnóstico para a possível localização dos vestígios mortais de Maddie, no Oceano Atlântico, cerca de 80 Km ao largo da costa alentejana (a oeste do porto de Sines).

Voltamos a referir que apenas pretendemos dar uma visão congruente, do ponto de vista metodológico – seguindo os princípios astrológicos – para um caso aparentemente insolúvel do ponto de vista criminal.

A nossa abordagem, como é óbvio, está sujeita a erros –mas pelo menos contamos ter alertado os interessados para a utilidade de aplicação desta disciplina antiga para casos muito reais. É incrível constatar como duas abordagens diferentes (pergunta horária e mapa do desaparecimento) dão respostas tão semelhantes nos pontos essenciais.

Em anexo, partilhamos uma análise mais exaustiva dos respetivos mapas (Aqui – estudo detalhado)

Divulgamos também links de acesso de outras abordagens astrológicas ao mesmo caso.

Cumprimentos e bons estudos!

João Medeiros

Lisboa, 20 de Julho de 2015

 

Estudo mais detalhado: Cadernos de Astrologia – Edição nº 1

Notas:

Outras investigações astrológicas sob o mesmo tema, na internet-

https://astroinsightsblog.wordpress.com/2013/10/14/madeleine-mccann/

http://forensicastrology.blogspot.pt/2008/05/madeleine-mc-cann.html

http://www.neptunecafe.com/madeleine.html

http://darkstarastrology.com/madeleine-mccann-abduction-horoscope/

http://www.renaissanceastrology.com/missingpersonhoraryexample.html

http://magnumopusastrology.com/missing-person-charts-first-or-seventh-house

http://mithras93.tripod.com/lessons/lesson9/index.html

http://truecrimeandastrology.com/site/?p=366

 

Bibliografia principal:

As Considerações de Bonatus – Guido Bonatus – séc. XIII (ed. Biblioteca Sadalsuud)

Carmen Astrologicum – Dorotheus de Sidon – séc. II (ed. Biblioteca Sadalsuud)

Christian Astrology – William Lilly  – séc. XVII (ed. Biblioteca Sadalsuud)

The Horary Textbook: Revised Edition – John Frawley – séc. XXI (2014)

The Moment of Astrology – Geoffrey Cornelius – séc. XXI (2004)

Brady’s Book of Fixed Stars – Bernadette Brady – séc. XXI (2011)

The Fixed Stars and Constellations – Vivian Robson – séc. XX (1923)

“The Astrology of Fugitives and Missing Persons” – paper de Deborah Houlding, 2014

A Verdade da Mentira, Gonçalo Amaral, Ed. Guerra e Paz, 2008

Na Internet:

http://www.skyscript.co.uk/wit.html – Where is it? – Debourah Houlding

http://en.wikipedia.org/wiki/Disappearance_of_Madeleine_McCann

A Verdade da Mentira, Gonçalo Amaral, Ed. Guerra e Paz, 2008

Todos os mapas foram calculados com o Software Solar Fire 9.0.

 

FORMAÇÃO DINÂMICA EM ASTROLOGIA – NÍVEL 1: 4 a 6 Setembro 2015

FDA-LOGO

 

 

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Comentários

  1. Elenice  Julho 22, 2015

    Foi através de seus artigos sobre Astrologia Horária que me interessei vivamente por essa arte. São muito elucidativos e enriquecedores para mim. Me sinto fascinada com as possibilidades que ela contempla. Comecei a ler os livros que pude encontrar a respeito aqui no Brasil e nos seus artigos encontro sempre informação e aprendizado. Sobre o caso Maddie, a interpretação me parece muito consistente. Creio que talvez a Astrologia Horária possa ainda responder à seguinte pergunta: Será o caso Maddie algum dia desvendado? (são agora 09:14 AM em São Paulo)

    responder
    • joaomed  Julho 22, 2015

      Grato, Elenice! Sem dúvida . lanço-lhe o desafio de interpretar essa mesma questão . eu recebi a mesma às 14h06 de dia 22 – jul – 2015, LX (mas a Elenice deve interpretar o momento e local da sua própria questão) Abraço ! JM

      responder
      • Elenice  Julho 31, 2015

        Bem, aceitei o desafio e tentei. Mandei um texto para você inbox. Foi um ótimo exercício e apenas uma tentativa de adentrar nessa abordagem astrólogica tão difícil. Espero ter sido ao menos coerente. Abraços

        responder

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